22 de Maio de 2013

Tv dentro da tv

Publicado por Virta Em 13 - maio - 2013 ADD COMMENTS

Lei da televisão por assinatura criou safra de canais nacionais nanicos e fartos de assinantes

Parte da safra de canais nacionais surgida após a aprovação da nova lei da TV paga (lei 12.485/11), o Curta!, assim como seus pares, nasceu com estrutura enxuta, mas dentro da programação de operadoras com milhões de assinantes.

O Curta! tem 15 pessoas na equipe, que trabalha freneticamente em sua sede, no Rio.

A regra, segundo o diretor Júlio Worcman, é: ninguém tem uma só função. Programadores são também apresentadores. E editores atualizam páginas em redes sociais e atendem à imprensa.

Mesmo escondido no número 113 da Net, o canal caiu no gosto dos cinéfilos com uma programação de curtas e longas nacionais dificilmente exibidos na TV.

No Curta! não se vê sucessos de bilheteria do momento, mas pode-se topar com documentários da década de 1970 –como “Meu Nome É Gal”– e curtas dos anos 1980.

Criado com investimento de R$ 2,4 milhões para licenças de exibição de conteúdo e de “mais um tanto”, nas palavras de Worcman, em equipamento, o canal estreou em novembro do ano passado.

O empreendimento tem um braço na internet: o site Porta Curtas, que reúne quase 8.000 curtas desde 2002.

Questionado sobre a audiência do canal, Worcman ri e devolve: “Você é quem poderia me dizer”. Sem acesso aos dados do Ibope (“Nem vi os preços ainda”, diz), ele monitora a repercussão dos programas nas redes sociais.

A nova lei da TV paga determina que, a cada seis canais estrangeiros (como Fox e Disney), pacotes de TV disponibilizem um canal brasileiro que exiba, em horário nobre, três horas e meia semanais de conteúdo nacional qualificado (leia ao lado).

BOOM DE BRASILEIRO

Com esta nova demanda das operadoras, houve um boom de canais brasileiros deste tipo credenciados pela Ancine (Agência Nacional do Cinema).

No polo oposto do cardápio de canais criados na esteira da nova lei está o Arte 1.

O canal de artes e cultura do Grupo Bandeirantes só saiu do papel –com investimento de R$ 10 milhões e apenas 30 pessoas na equipe– anos após a sua concepção inicial. Foi assediado por operadoras de TV paga, mas nenhuma acenava com espaço definitivo na grade. Após a aprovação da lei, a emissora entrou na Net e na Sky.

“Alcançamos a marca de 10 milhões de assinantes, número que superou, e muito, as expectativas. Imaginávamos algo em torno de 2 milhões de assinantes no primeiro ano do canal”, conta o diretor-geral, Rogério Gallo.

“Estamos nesse momento envolvidos em apresentações comerciais para grandes clientes e agências e a receptividade tem sido excelente.”

Para Gallo, a classificação de “canal qualificado” foi o pulo do gato do Arte 1. “Se ficássemos nos pacotes premium’ das operadoras teríamos, com sorte, 200 mil assinantes”, estima.

OUTROS CANAIS

A lei da TV paga deu o empurrão que faltava para outros canais. Cícero Aragon, diretor dos canais Music e Prime Box Brazil, diz que a ideia de uma emissora voltada para o cinema nacional da última década é de 2005.

“Na época, o mercado não era receptivo à iniciativa, e a gente aguardou o momento de isso acontecer”, diz.

O Prime Box Brazil dedica-se a longas metragens nacionais produzidos a partir dos anos 2000. O Music Box, por sua vez, alterna shows brasileiros com videoclipes.

“Pelas redes sociais e pelos movimentos de agências de publicidade interessadas, entramos no radar”, avalia.

Outro que entrou no ar já com 1,2 milhão de assinantes foi o canal dedicado à pesca, Fish TV. “O mercado brasileiro de pesca esportiva é gigantesco e agora somos procurados pelas operadoras”, diz o diretor Luiz Motta.

No caminho inverso está a TV Climatempo. O canal de meteorologia nasceu com 500 mil assinantes. Logo, foi para a Sky, pulando para 5 milhões de assinantes.

Em agosto de 2012, a Ancine negou à TV o carimbo de canal qualificado e, com isso, ela foi desligado da Sky, que alegou precisar do espaço no satélite para outros canais qualificados.

O Climatempo brigou na Justiça, mas não conseguiu reverter a decisão. Desde então, o canal demitiu 70% dos 100 funcionários e ameaça fechar.

Fonte: Folha de S.Paulo

Mais brasileiros leem notícias na web

Publicado por Virta Em 02 - maio - 2013 ADD COMMENTS

A audiência na internet segue em crescimento no Brasil, sustentada pelo aumento no número de brasileiros que ascendem de classe e passam a ter conexão à web. O levantamento mais recente do Ibope Media revelou que, em março deste ano, 72,7 milhões de brasileiros acessaram a internet de casa ou do trabalho, 8% mais do que no mesmo mês do ano passado. Em média, esses internautas passaram 61 horas e 53 minutos on-line no mês, 1 hora e 36 minutos a mais que em 2012. Do total, 44% acessam a web de dispositivos móveis. O tempo médio de acesso em smartphones é de 84 minutos por dia. Nos tablets, os usuários navegam em média 79 minutos por dia. As redes sociais são o destino mais procurado pelos brasileiros na web, mas a busca por notícias também cresce.

Um estudo realizado pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC) com 75 sites de notícias revelou que o volume de acessos cresceu 27% em 2012, alcançando uma média de 1,11 bilhão de páginas visitadas por mês. O número de internautas que visitam sites de conteúdo informativo teve um avanço mais forte, de 39%, para 25 milhões de visitantes por mês, em média.

João Torres, gerente de comunicação e novos negócios do IVC, destacou um aumento expressivo da leitura de notícias em dispositivos móveis. Em 2012, a audiência na web móvel respondeu por 7% do total de páginas vistas em sites de notícias. Em 2011, a participação era de 0,6%. Essa expansão no volume de páginas está relacionada ao aumento do volume de brasileiros com internet móvel. No ano, 12% dos internautas leram notícias em celulares e tablets. Em 2011, o percentual não chegava a 2% do total. No período, o total de usuários que leem notícias em tablets aumentou 215%. A leitura em smartphones cresceu 147% e por computadores, 12%.

No ano, os jornais tiveram um crescimento médio de 1,8% em circulação, chegando a 4,52 milhões de exemplares distribuídos diariamente. O Valor Econômico apresentou um aumento de 4,37%, para uma média diária de 61.494 exemplares, incluindo as assinaturas digitais. Segundo o IVC, a expansão total do segmento de jornais deve-se ao avanço na venda de edições digitais, que em 2012 aumentou 128% e passou a responder por 3,2% da circulação de jornais. O segmento de revistas, por sua vez, teve queda de 4,6% em circulação. Do total, a distribuição por assinaturas recuou 1% e a venda avulsa em banca caiu 8,9%.

O levantamento do IVC sobre a audiência on-line indicou um crescimento mais forte na região Nordeste (de 69%), seguida pelas regiões Norte (41%), Centro-Oeste (32%), Sudeste (27%) e Sul (9%). “Nas regiões onde o mercado está mais consolidado o crescimento foi mais lento”, afirmou Torres.

O estudo indicou que a leitura em smartphones é mais intensa no início da manhã, à noite e no horário do almoço. Já os acessos via tablets são mais intensos à noite. Os acessos por computadores são mais comuns no horário comercial. “Essas características podem ajudar grupos de mídia a desenvolver conteúdos mais adaptados aos hábitos dos leitores”, disse Torres.

Em relação aos aparelhos, os acessos por meio de iPhone, da Apple, representaram 39% das visitas com celulares, e os acessos com o sistema operacional Android, do Google, 54,4%. Entre os tablets, o iPad é preferido por 85% usuários.

Fonte: Valor Econômico

12 usuários de Mídias Sociais

Publicado por Virta Em 23 - abril - 2013 ADD COMMENTS
Publicado originalmente no Mídia Boom

Quando você está usando as Redes Sociais , você é um Ultra, um Dipper, ou um Deniers. Estranho essa denominações, não é?

Uma pesquisa feita pela First Direct determinou que existem 12 tipos de personalidades únicas nos usuários de Mídias Sociais. Os Ultras estão sempre obcecados com a verificação de Facebook e Twitter. Já os Virgins, como o próprio nome sugere, são as pessoas que entraram a pouco tempo nas Redes Sociais. Para se ter uma noção, em 2012 mais de 1,7 milhões de pessoas somente no Reino Unido entraram no Facebook como novos usuários.

Publicidade nacional em 2012

Publicado por Thiérri Parmigiani Em 28 - março - 2013 ADD COMMENTS

Foram divulgados os resultados da tradicional pesquisa do projeto Inter-Meios, que em parceria com o jornal Meio & Mensagem faz um levantamento, em números reais, do volume de investimento publicitário em mídia no Brasil em 2012.

Os resultados bateram os recordes e os meios de comunicação brasileiros faturaram mais de R$30 bilhões no ano passado, um crescimento 5,98% superior ao ano anterior.

TV em alta

Há anos, a TV aberta mantém a liderança de investimentos. Com um crescimento de 8,33%, o mercado publicitário injetou mais de 19,5 bilhões de reais nos poucos canais que compõe as grandes redes desse meio.

Mas, se a TV aberta vai bem, os canais por assinatura também não têm do que reclamar. Com um crescimento de 12,26% em relação ao ano passado, esse meio, que ocupava 7ª posição em 2011, saltou para a 5ª posição ao aumentar sua fatia para 4,44% do mercado.

Mobile impulsionando a internet

O acesso a internet por meio de dispositivos móveis e as aprimoradas ferramentas de mensuração de resultados mantiveram o crescimento nos investimentos publicitários na web. Ao todo, as campanhas virtuais faturaram R$1,5 bilhões, 4,36% a mais do que o boom de 2011.

Cinema projetou lucro

A pesquisa de 2011 apontou o cinema como o grande fracasso do ano, depois de uma queda de 7,15%. Mas, 2012 se mostrou diferente. Apesar de ainda ficar com a menor fatia, os cinemas apresentaram o maior crescimento entre todos os meios, com 22,34% e um faturamento superior aos R$100 milhões.

Impresso em queda

Pelo segundo ano consecutivo, os jornais ficaram com a segunda maior fatia do mercado, mas o crescimento já não é o mesmo de outrora (0,6%). E enquanto os jornais ainda mantiveram um pequeno superávit, as revistas caíram quase 5,5%; os guias e listas apresentaram a maior queda do ano (-14,89%).

O motivo dessas quedas fica claro para os investidores: a ascensão da web está mudando o hábito dos leitores.

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