24 de Maio de 2013

Sua dose diária de drama

Publicado por Lucas Vilaça Em 11 - abril - 2012 ADD COMMENTS

Como parar uma pequena cidade da Bélgica por alguns minutos? O canal de filmes TNT deixou a população de uma pequena cidade de Aarschot de boca aberta ao levar para a vida real toda a emoção encontrada do outro lado das telas.

A ação consistia em um botão no meio de uma praça com uma placa com os dizeres: “Pressione para adicionar drama”, após alguém apertar o botão o caos começava e uma série de ações deixava o “espectador” completamente admirado, e por muitas vezes assustado por ter apertado o botão, com as cenas de ações típicas de filmes acontecendo diante dos seus olhos. Depois de alguns minutos levando os presentes a elevar seus níveis de adrenalina, surgia um anúncio que na TNT você pode ter sua dose diária de drama; isso se para você drama inclui ambulâncias, meninas de biquíni em motocicletas, brigas, tiroteio etc.

O viral que foi criado pela agência TurnerBenelux tem o objetivo de lançar o canal TNT HD em uma operadora de TV por assinatura na Bélgica.

Confira abaixo o vídeo com a ação.

Circulação de semanais cai 1,5% em 2011

Publicado por Virta Em 28 - fevereiro - 2012 ADD COMMENTS

A circulação média das revistas semanais caiu 1,5% entre os anos de 2010 e 2011. Números do Instituto Verificador de Circulação (IVC) apontam que a queda ocorreu em todos os setores e perfis editoriais, com apenas algumas exceções. O número é diferente do setor entre os anos de 2009 e 2010, quando a circulação das semanais cresceu 3,83%.

As baixas na circulação atingiram tanto as assinaturas, que caíram 0,4%, quanto a venda avulsa, com queda de 2,66%. A retração também não diferenciou revistas de até R$ 5 (que caíram 1,28%) e com preço de capa maior que R$ 5 (queda de 1,55%).
As maiores altas de circulação foram da revista Super Novelas (9,3%), Contigo (7,8%) e Caras (3,0%). As maiores quedas foram da Conta Mais (-37,8%), Super TV (-29,3%) e Recreio (-24,5%).

De acordo com Pedro Martins Silva, presidente executivo do IVC, “não há um padrão ou apenas um setor que tenha subido ou caído” e o comportamento das semanais em 2011 deve ser avaliado de forma particular, já que alguns títulos foram mais bem sucedidos que outros.

Semanais de informação

As quatro revistas semanais de informação – Veja, Época, IstoÉ e Carta Capital – também enfrentaram menos circulação paga em 2011. Carta Capital sofreu queda de 9,4% na circulação, IstoÉ caiu 2,6%; a Época, 2,3% e a Veja, 1,1%. Silva ressalta que, neste caso, o mercado absorveu a presença dos tablets de forma inicial e ainda não capitalizou plenamente o acesso dos usuários, já que 2011 foi um ano de experimentação, tanto pelos editores quando pelos leitores. Para Silva, em 2011 destacaram-se como elementos de mudança nos hábitos de leitura o aumento da banda larga no País, a busca por novas formatações do conteúdo online e a presença dos dispositivos móveis. Silva lembra, no entanto, que o desempenho das semanais também foi inferior à média do mercado geral de revistas nos anos anteriores.

Via M&M

Googlar antes de tuitar ou blogar

Publicado por Virta Em 22 - fevereiro - 2012 ADD COMMENTS

Esta é a versão brasileira da frase “Google before you tweet is the new think before you speak”, popularizada num cartaz criado pelo designer Jon Parker e que sintetiza, no jargão digital, a principal mudança de comportamento que nos está sendo imposta pela internet. É a nossa forma de lidar com a informação que está sendo posta em xeque e com ela toda uma série de rotinas e valores transmitidos por gerações, há décadas.

O tema não é novo porque já foi tratado aqui e em vários outros blogs e colunas especializadas. Minha preocupação não é com o ineditismo, mas com o debate continuado sobre o que os especialistas chamam de leitura crítica. A recomendação do cartaz é “pesquise uma informação antes de publicá-la num blog, twitter ou rede social”, o que equivale ao nosso velho e conhecido  “pense antes de falar”.  Não basta decorar a frase, é necessário torná-la automática em nosso trato diário com as notícias e informações.

A recomendação de refletir antes de dizer qualquer coisa procura evitar que uma pessoa diga asneiras ou idiotices, visando evitar embaraços públicos pessoais. O “googlar antes de twitar”  tem um sentido bem mais amplo porque busca, acima de tudo,  evitar a disseminação de boatos, mentiras, difamação e fofocas antes que elas acabem se transformando num fato aceito de forma também irrefletida. Trata-se de evitar danos à imagem alheia mais do que impedir problemas para quem originou o boato.

A internet transformou a todos nós em produtores de informação, o que nos obriga a assumir muitas das atitudes que até agora eram cobradas apenas dos jornalistas profissionais.  Não  fomos educados para checar informações, dados e notícias. Bastava sair na imprensa para que os leitores assumissem o que foi publicado como verdade acima de qualquer suspeita. Hoje isso está mudando rapidamente, tanto no que se refere aos jornalistas como aos jornais.

Alterar  uma atitude como essa não é uma coisa que acontece da noite para o dia. O americano Daniel Yankelovich vem pesquisando a mudança de valores das pessoas desde 1995 e é categórico ao afirmar que “mesmo com a velocidade vertiginosa da internet, uma mudança de valores demora anos” para incorporar-se ao cotidiano das pessoas.

Daí a necessidade de periodicamente voltarmos a bater nesta tecla porque ela afeta o nosso relacionamento com a informação e, portanto, com o item que a cada dia que passa mais condiciona a nossa vida social, política, econômica e cognitiva. A transformação da nossa cultura informativa é muito mais relevante do que a avalancha de gadgets eletrônicos que mudaram o nosso dia a dia.

E nessa mudança de comportamentos, nós os jornalistas temos um papel fundamental porque a experiência profissional nos ensinou que um dado, fato ou notícia devem ser confirmados antes da publicação, e que as consequências de uma informação falsa ou distorcida podem ser irreversíveis e letais. Só que a dinâmica industrial da produção noticiosa em jornais, revistas e noticiários da rádio e TV inviabilizou a checagem criteriosa e implantou a corrida pelo furo e pela exclusividade como valores máximos do jornalismo.

deterioração dos valores morais e comportamentais no serviço público, nas atividades legislativas e na política brasileira fornece amplo material para denúncias de corrupção, o que por um lado é benéfico para a sociedade porque ela passa poder patrulhar o comportamento dos servidores e políticos; mas, por outro,  cria um ambiente favorável à multiplicação de suspeitas e dúvidas. É aí que a leitura critica e a regra do “googlar antes de tuitar” passam a ser essenciais.

Fonte: Observatório da Imprensa

Jornalismo à moda antiga

Publicado por Thiérri Parmigiani Em 12 - agosto - 2011 ADD COMMENTS

Que a tecnologia facilitou muito a vida dos jornalistas, ninguém duvida. Mas esses profissionais sabem o quão difícil é realizar certos trabalhos sem o auxílio da tecnologia que temos hoje?

Alguns estudantes de jornalismos de uma universidade norte-americana passaram pela experiência de fazer um jornal old-school com o projeto All on Paper. A proposta foi fazer uma edição especial do jornal estudantil, só que sem utilizar recursos digitais. Todos os textos foram escritos em máquinas de escrever, as fotos tiradas com câmeras analógicas e reveladas em um estúdio improvisado e a diagramação feita na base da tesoura e da cola.

Muitas dificuldades surgiram no processo. A maioria dos participantes nunca havia utilizado uma máquina de escrever e logo sentiu o pavor de jogar uma página inteira no lixo por ter errado alguma palavra no final do texto. Apesar das adversidades, o projeto foi  muito bem recebido pelos participantes, que aprovaram a idéia de não só ter aulas sobre a história do jornalismo, mas vivenciar um pouco o que é produzir um jornal sem os recursos atuais.

O maior ganho da experiência, segundo os estudantes, foi o sentimento de cooperação que surgiu durante a semana em que passaram pelo projeto. Todos colaboraram quando algo dava errado, como quando a fita de uma máquina parou de funcionar e ninguém se desesperou. Segundo o editor-chefe da edição, se eles foram capazes de produzir um jornal dessa forma, serão muito mais capazes quando receberem seus equipamentos de volta.

Você pode conferir a edição produzida pelos alunos clicando aqui.

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