16 de Abril de 2014

Veículos de comunicação mais admirados

Publicado por Virta Em 04 - dezembro - 2013 ADD COMMENTS

O Meio e Mensagem divulgou na tarde de segunda-feira, 2, o resultado da edição 2013 da pesquisa “Veículos Mais Admirados”, encomendada pelo site e realizada pelo Grupo Troiano de Branding. O estudo, com base no método conhecido por Índice de Prestígio de Marca (IPM), classificou os melhores em ‘Internet’, ‘Jornal’, ‘Rádio’, ‘Revista’, ‘TV Aberta’ e ‘TV por Assinatura’.

Neste ano, uma peculiaridade: o primeiro colocado de cada uma das categorias ocupou a mesma posição na pesquisa cujos resultados foram revelados em dezembro de 2012. Assim, Google, Estadão, CBN, Veja, Globo e GNT se mantiveram no topo. Veja, Globo e CBN, por exemplo, estão na mesma posição desde o lançamento do estudo, em 2000. O Estadão segue à frente de seus concorrentes pelo 11° ano consecutivo.

Internet = domínio das redes sociais

Com Google na liderança, o Top 3 da pesquisa na categoria internet manteve-se estável em comparação ao resultado de 2012: Facebook em segundo e YouTube em terceiro. Mostrando – ainda mais – a força das redes sociais, o Twitter, que nem sequer ficou na lista dos 10 mais na última edição, figura na quarta posição em 2013. No restante, o ranking atual foi completo por sites noticiosos.

Jornal = perda de força dos diários gratuitos

Assim como na categoria ‘Internet’, as primeiras posições dos ‘Veículos Mais Admirados’ em jornal durante 2013 repetiram os resultados do ano passado. Estadão (1°), Folha de S. Paulo (2°), Valor Econômico (3°) e O Globo (4°). De um ano para o outro, a grande diferença foi a perda de força dos impressos gratuitos; o Metro saiu de 5° e foi para 10°, e O Destak, nono em 2012, saiu da lista.

Rádio = SGR, Bandeirantes e Estado em doses duplas

Em 2013, o destaque da pesquisa foi o fato de três grupos de comunicação emplacarem duas emissoras cada no ranking. Pelo Sistema Globo de Rádio (SGR) aparecem CBN (1ª) e Rádio Globo Brasil (5ª, apesar de a programação em rede nacional ter sido praticamente extinta da marca ao decorrer dos últimos meses). O Grupo Bandeirantes emplacou Bandnews FM (2ª) e Bandeirantes (4ª). O Grupo Estado, por sua vez, apareceu com Eldorado Brasil 3000 (7ª) e Rádio Estadão (8ª).

Revista = 4x Editora Abril

No quesito revista, a Editora Abril foi responsável por 40% dos títulos que estão no top 10 do estudo. Em 2013, Veja apareceu no mesmo lugar em que esteve em todas as outras 13 edições dos “Veículos Mais Admirados”: em primeira. Também editada pela Abril, a Exame ocupou a segunda posição, mantendo-se estável em comparação aos resultados do ano passado. Você S/A (7ª) e Superinteressante são as outras publicações da editora da família Civita no ranking.

TV Aberta = Entra Rede TV. Sai MTV

Os números relativos à categoria ‘TV Aberta’ vêm com uma diferença dos demais: apenas nove emissoras foram ranqueadas, ao contrário das 10 marcas que aparecem nas outras. Fora isso, pouca mudança nos nomes da lista. Saiu a MTV, 5ª em 2012, e entrou a Rede TV. A TV Gazeta de São Paulo (10ª no ano passado) também ficou de fora. Atrás da Globo outra alteração, com a Record ficando em segundo.

TV por Assinatura = Globosat vence Globosat

GNT, Globonews, Sportv e Multishow. Emissoras mantidas pela Globosat e que aparecem, respectivamente, de 1ª a 4ª colocada na categoria dos ‘Veículos Mais Admirados’. Nessa parte, os resultados de 2013, quando comparados aos de 2012, apresentam apenas a troca de posições do Sportv (4° no ano passado) com o Multishow (3° na pesquisa anterior). De quinto ao décimo, aparecem canais não pertencentes à Globosat.

Fonte: portal Comunique-se, em 2 de dezembro de 2013. Imagens: Divulgação e Meio & Mensagem.

VIRTA apoia projeto da Agência Publica

Publicado por Virta Em 16 - setembro - 2013 ADD COMMENTS

Você já conhece a iniciativa “Reportagem Pública” da Agência Pública? Está no Catarse e a Virta é apoiadora do projeto. Conheça, compartilhe e – se possível – invista também no nosso jornalismo.

Funciona assim: a Agência Pública vai distribuir 10 bolsas de reportagem para que os jornalistas realizem investigações de maneira independente. Então, você escolhe qual reportagem quer ler e acompanha o passo a passo da pauta até ela ser lançada. São 10 bolsas de R$ 6 mil para que jornalistas investiguem temas de interesse da população: Copa do Mundo, violência policial, corrupção e direitos humanos.

Durante a apuração, a Agência Pública vai dar todo apoio para cada repórter ir fundo na investigação. E, depois, vai divulgar as reportagens em suas redes, de modo que elas possam ser publicadas e disseminadas por sites e jornais em todo o país.

Para participar: Basta escolher um valor e contribuir e você terá a certeza de que colaborou para a ampliação de um projeto que valoriza o repórter e luta pela informação de qualidade e de interesse público.

Para jornalistas que querem se inscrever: As propostas de reportagem devem ser enviadas através deste formulário, no qual cada repórter vai poder explicar para o público por que sua proposta é importante. As pautas serão pré-selecionadas pela Agência Pública e depois seguirão para votação. Quem decide é a maioria!

Para mais informações (sobre apoios ou inscrições): 11 3661-3887 ou pelo e-mail: contato.publica@gmail.com.

Aprenda com Martin Luther King

Publicado por Paulo Moura Em 29 - agosto - 2012 ADD COMMENTS

Autora dos beste sellers Slide: Ology  e Resonate, Nancy Duarte é a fundadora da Duarte Design, uma empresa que fica na Califórnia e tem uma especialidade e tanto: seus 50 funcionários são considerados os maiores experts do mundo em PowerPoint.

Eis uma prova disso – me convenceu! Ex-vice-presidente e candidato derrotado nas eleições de 2000 nos Estados Unidos, Al Gore procurou a Duarte Design. Tinha fama de ser meio chato e falar como um robô. Queria, em suma, melhorar o visual de uma apresentação que vinha fazendo pelo país falando sobre os riscos do aquecimento global. Centenas de horas de trabalho depois, os 266 slides ficaram tão bem editados que acabaram  virando filme: Uma Verdade Inconveniente (2006), que acabou levando o Oscar de Melhor Documentário. Foi o primeiro longa-metragem inteiramente baseado em uma apresentação de PowerPoint (na verdade, eles usaram o Apple Keynote, uma imitação melhorada do programa da Microsoft).

Pois bem, vamos ao motivo desse post. Nancy acaba de gravar um vídeo, reproduzido no Explore – da genial Maria Popova – onde analisa o legendário discurso ‘I have a dream’ de Martin Luther King, que está completando o aniversário de 49 anos. Se você acha que pelo menos uma vez na sua vida terá que fazer alguma apresentação em público, assista, ou melhor, incorpore!

Martin Luther King Jr.’s speech analyzed by Nancy Duarte from Duarte on Vimeo.

 

Sustentabilidade jornalística

Publicado por Virta Em 16 - julho - 2012 ADD COMMENTS

Sustentabilidade virou palavra da moda. Primeiro foi no ambientalismo, depois contagiou os economistas e agora chega ao jornalismo já não mais como um problema alheio, mas como um dilema profissional.

Até agora a sobrevivência de um jornalista dependia do seu salário ou dos pagamentos avulsos.  Os salários estão minguando tanto em valor como em frequência, enquanto os chamados frilas são numerosos, mas cada vez mais desvalorizados. Há jornalistas demais no mercado para trabalhos mal remunerados.

Este é um problema globalizado que afeta profissionais tanto de países ricos como de nações emergentes, como nós.  Se o problema do desemprego já é grave para os jornalistas mais jovens e digitalizados,  ele se transforma num dilema existencial para a maioria dos que superaram a marca dos  55 anos, faixa etária na qual o profissional  alcança as condições ideais de experiência e conhecimento para exercer sua função.

Toda uma geração de jornalistas está sendo expulsa do mercado pelo desemprego e pela falta de intimidade com as novas tecnologias, gerando um gap de conhecimento que aparece claramente na produção de matérias jornalísticas. Os mais novos patinam na inexperiência e nos modismos tecnológicos, enquanto os mais velhos se agarram a empregos em vias de extinção, culpando a tecnologia pelas suas agruras.

O norte-americano Tom Stites conhece bem esta realidade. Já passou por grandes jornais em seu país, ganhou duas vezes o premio Pullitzer, e no auge de sua maturidade profissional passou a enfrentar o que ele chamou de “deserto informativo”. Compartilhou também as dificuldades de colegas na mesma faixa etária para sobreviver profissionalmente.

Em 2010, ele e um grupo de amigos jornalistas decidiram partir para uma aventura. Enquanto uns compram uma motocicleta e saem por ai, o grupo de Stites resolveu criar um sonho jornalístico com a preocupação de combinar produção informativa independente e sustentabilidade econômica.

Assim nasceu o projeto Banyan, cuja meta é desenvolver um modelo jornalístico que não dependa apenas da renda de salários e nem do pagamento de frilas. A ideia básica é a de que a crise dos jornais reduziu o volume de notícias jornalísticas oferecido ao público criando um déficit noticioso, especialmente em nível local e hiperlocal,  batizado como “deserto informativo”.

A produção de notícias locais e hiperlocais já é um campo relativamente explorado por várias experiências, algumas com êxito relativo e outras fracassadas. Geralmente a origem do insucesso está na falta de condições financeiras para manter o projeto, porque quase todas as iniciativas decolam apoiadas quase que exclusivamente em algum tipo de financiamento de algum mecenas.

O projeto Banyan é baseado numa estrutura cooperativista entre jornalistas e o público, em pequenas cidades ou bairros de metrópoles, com uma lista de cinco possíveis fontes de renda. O projeto começou a ser testado na cidade de Haverhill (60 mil habitantes), no estado de Massachusetts, e depois será oferecido como um pacote quem quiser aplicá-lo.

O público funciona como informante permanente, ao mesmo tempo em que paga pelo acesso às informações. Os jornalistas recolhem, conferem, editam e publicam o material informativo sendoremunerados proporcionalmente às receitas, que estão distribuídas entre  publicidade convencional , contribuições dos membros da cooperativa,  doações independentes,  financiamentos de fundações privadas e instâncias governamentais,  e trocas diretas (escambo).

A aventura de Tom Stites e seus 27 colegas, em sua maioria grisalhos,  ainda está longe de ser considerada um modelo, mas tem um mérito que a distingue de dezenas de outras experiências similares de produção jornalística não industrial.  Ela coloca desde o início a sustentabilidade como condição de trabalho.

Isso leva o foco das preocupações com o futuro do jornalismo para um novo terreno, onde a mudança de valores e rotinas é ainda mais radical do que a imposta pelas novas tecnologias no quotidiano das redações.  Não há mais dúvidas de que o jornalismo deixou de ser um grande negócio e gerar lucros astronômicos. Sendo assim, ele perde atrativos para os investidores interessados em retorno do capital aplicado.

A publicidade, que até agora era a grande responsável pelas receitas financeiras da indústria jornalística, está migrando para a internet e seu modelo de negócios muda aceleradamente para o relacionamento individualizado com o consumidor,  em vez da estratégia uma mensagem para milhares de indivíduos.

Sobra para os jornalistas a opção de descobrir a sua própria alternativa tirando leite de pedra. Aqui entramos no terreno das possibilidades, pois muito pouca coisa foi testada. A questão principal é que o modelo salarial não pode ser mais tomado como regra geral.  A busca da sobrevivência no deserto informativo está levando muitos profissionais a avaliar a alternativa cooperativista como forma de viabilizar a sustentabilidade individual e do projeto com base numa combinação de dinheiro e troca direta — como, por exemplo, informação por supermercado.

A questão que o projeto Banyan terá que enfrentar, por paradoxal que pareça, não é nem tecnológica e nem financeira, mas cultural. Como fazer com que o dono da farmácia ou o prefeito aceitem o escambo sem impor condições sobre o material produzido pelos jornalistas?  Se esse hábito não for alterado, a credibilidade do projeto dificilmente estará em xeque e sua sobrevivência seriamente ameaçada. Daí é possível ver que a busca da sustentabilidade não é apenas uma questão técnica e também não depende apenas dos profissionais do jornalismo.

Este desafio vai obrigar os jornalistas a se reaproximar do público para o qual produz notícias.

Via Observatório da Imprensa

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