20 de Maio de 2013

Marcas x Fé

Publicado por Paulo Moura Em 30 - setembro - 2010 ADD COMMENTS

O logotipo de uma marca em um laptop ou no bolso de uma camisa pode provocar a mesma sensação e/ou grau de identificação em algumas pessoas que um pingente com crucifixo ou uma estrela de Davi proporciona em outras. Essa é uma das constatações de uma pesquisa que acaba de ser divulgada pela Duke Univesity. Pessoas que não são profundamente religiosas, segundo o estudo, fazem das marcas formas de auto-expressão e símbolos de auto-estima, da mesma maneira que ocorre com expressões simbólicas da fé. A validade da recíproca, contudo, se mostrou a grande revelação desse estudo, ou seja, quanto maior a fé, menor a influência das marcas.

Para chegar a essa conclusão, foram feitas várias pesquisas de campo. Em uma delas, um grupo de estudantes universitários foi convidado a pensar e escrever um pequeno texto sobre “o que a religião significa para você, pessoalmente”; enquanto outro grupo, com o mesmo perfil, foi direcionado para o tema “como você gasta seu tempo”. Em seguida, cada grupo foi enviado para uma viagem de compras imaginárias em que era instigado a escolher entre os produtos mostrados, dois por vez, marca nacional x tipo de loja. Alguns dos produtos eram eventuais formas de auto-expressão, tais como óculos escuros, relógios e tênis. Outros produtos eram ítens funcionais, como pão, leite e pilhas.O grupo que tinha sido convocado para pensar e escrever sobre religião se mostrou absolutamente mais propenso a escolher ítens utilitários.

Os pesquisadores da Duke Univesity também foram às ruas e descobriram que as lojas mais frequentadas da Apple, Macy’s e GAP em Nova York eram justamente aquelas localizadas em áreas com uma menor concentração de congregações religiosas ou, ao menos, mais distantes.  

Obviamente, nada disso se dá de maneira consciente, no entanto, “se você é gerente de uma loja próxima a uma região com uma grande quantidade de igrejas, conventos e/ou sinagogas – o que é mais comum em áreas residenciais – talvez valha mais a pena investir nos chamados produtos ‘genéricos’, enquanto que em áreas comerciais ou com um grande trânsito de pessoas, o investimento nos chamados produtos premiun tem mais sentido de ser”, afirma Gavan Fitzsimons, professor de marketing e psicologia da Fuqua School of Business.

Confira no link a pesquisa completa publicada no jornal Marketing Science

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