Sustentabilidade tem sido o carro chefe da agenda pública. Atualmente, marginalizar esse tema é, praticamente, a garantia da reprovação popular. Começou a ser abordado por Organizações Não Governamentais, e o que parecia ideia revolucionária e exagerada, foi tomando proporções tão grandes que hoje, até mesmo os Senhores do Lucro tiveram que ceder à onda verde. No entanto, a sustentabilidade, que era vista com maus olhos pelos grandes empresários, passa a ser aliada crucial dos mesmos.
Foi com essa óptica que um grupo de quatro jornalistas resolveu dar inicio à construção da Agência Bio Comunicação, voltada ao âmbito sócio-ambiental. A ideia de usar a sustentabilidade como agente fortalecedor de imagem vai se tornando cada vez mais comum dentre as empresas de comunicação. Quanto mais próximo fica o perigo da escassez dos recursos naturais, mais importante será o trabalho sustentável e sua divulgação.
Não basta ser promissora e bem conceituada, apenas um deslize ambiental é suficiente para distorcer sua imagem. Poluição, degradação do meio-ambiente, derramamento de petróleo, funcionários insatisfeitos. Tudo isso tem um significado agregado bastante forte que causa impactos diretos nos lucros e no próprio valor da marca. A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser pré-requisito básico para qualquer tipo de produção.
São inúmeros os exemplos de empresas que tiveram suas marcas abaladas por situações como: trabalho infantil, exploração dos funcionários, uso exacerbado dos recursos naturais, entre outros. Algumas delas, como a Nike, não perderam seu legado, mas tiveram que prestar satisfações aos seus consumidores e tomar medidas para a limpeza da marca.
A sociedade valoriza demasiadamente as empresas que ajudam a comunidade e o planeta Terra, como se ao comprar seus produtos, o cidadão já estivesse fazendo sua parte também. Existe uma grande quantidade de prêmios dedicados a essas empresas e às suas ações, mas se a expectativa de crescimento da produção continuar otimista, na média dos 8,61% ao ano e numa velocidade incontrolável, a tendência é que o cuidado com essa questão seja nada mais do que pura obrigação e assim as empresas de comunicação voltadas para o lado verde da marca precisarão buscar novos recursos para explorar o tema a favor de seus clientes.








